Pouco depois de assumir o Ministério da Justiça, Sérgio Moro anunciou seu pacote anticrime. No entanto, o pacote ainda dorme no Congresso e não há notícia de que o presidente Bolsonaro esteja se incomodando muito com isso. Na última semana o ministro lançou no Paraná uma campanha de divulgação em favor de seu pacote. O Congresso não recebeu bem a campanha: os parlamentares acham que em vez de conversar, Moro tenta impor suas opiniões a eles.

No lançamento da campanha, perguntaram a Sérgio Moro por que Bolsonaro nada falou até agora sobre o assassínio da menina Ágatha, no Rio de Janeiro. Embora o tema da campanha e da entrevista fosse violência urbana (e Ágatha tivesse sido atingida por uma bala de fuzil, numa operação policial), Moro não quis comentar, fugiu do assunto alegando que a pergunta era inapropriada.

Aspas pra ele: “esta coletiva é limitada ao tema do encontro, que é o ‘Em Frente, Brasil’ (o projeto de combate à criminalidade). Vou pedir desculpas, mas não vou sair desse contexto”. Pois então, como aquele famoso cordão que cada vez aumenta mais, o ministro foi aplaudido por autoridades do Governo paranaense por se calar. Idiotas aplaudindo Los Hermanos…

BRIGA DE CACHORRO GRANDE

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou que o ministro Sergio Moro (Justiça) está tentando, como estratégia permanente, acuar as instituições democráticas do país, mas que ele está aprendendo que a democracia é um valor mais importante que qualquer outro tema. A declaração de Maia foi dada em entrevista ao UOL e à Folha ao ser questionado sobre o pacote anticrime proposto pelo ex-juiz da Operação Lava Jato. Rodrigo disse que o que espera é que se respeite a legitimidade do Parlamento. Coisa que, segundo ele, no passado, o grupo do entorno do ministro Moro, principalmente os procuradores, não respeitaram.

Ainda sobre a Lava Jato, Maia afirmou que a chance de ele aprovar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a operação é “próxima de zero” e que o saldo da força-tarefa até aqui é positivo. O deputado também saiu em defesa do Congresso e negou que a aprovação da reforma da Previdência se deu por negociação de emendas. O UOL revelou que um dia antes da votação do segundo turno da proposta na Câmara, o governo enviou um pedido para o Congresso liberar R$ 3 bilhões a serem pagos em emendas.Mas, segundo Maia, essas questões de liberação ou não de emenda não foram decisivas.

DEVAGAR SE VAI AO LONGE

Quem lembra aquela velha “estória” da carroça de melancias, pode entender muito bem que as coisas (melancias) ainda estão se ajeitando no balançar da trajetória. Mas não pode demorar muito mais, pois com o passar do tempo elas (as melancias) poderão ir se deteriorando, se quebrando, e ao final a carga chegar ao destino à meia boca. E não é isso que desejamos. O que nós queremos, independente de sermos contra ou a favor, é que o Brasil encontre seu rumo, para que o povo brasileiro enfim consiga viver em paz, trabalhando e honrando seus compromissos.